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Perguntas Frequentes

Reunimos aqui as dúvidas mais comuns de quem convive com dor e está buscando entender melhor o que está acontecendo, quais são as opções de tratamento e quando é hora de procurar um especialista.

Sobre dor crônica

O que é dor crônica e quando a dor deixa de ser "normal"?

Toda dor que persiste por mais de três meses é considerada crônica. Mas na prática, o sinal de alerta aparece antes disso. Se a dor está atrapalhando o sono, o trabalho, o humor ou atividades simples como caminhar e se vestir, ela já merece atenção especializada.

A dor crônica não é apenas um sintoma. Ela é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma condição médica que precisa de tratamento específico. Quando não tratada, tende a piorar com o tempo, porque o próprio sistema nervoso se modifica e passa a amplificar os sinais dolorosos, mesmo sem uma lesão ativa.

Analgésicos comuns funcionam bem para dores agudas e passageiras. Mas quando a dor se torna crônica, o problema muda de natureza. Não se trata mais apenas de inflamação local. O sistema nervoso central pode estar sensibilizado, os músculos ao redor da região dolorida se contraem de forma protetora e surgem compensações posturais que criam novos focos de dor.

Nesse cenário, tomar analgésico todos os dias é como abaixar o volume de um alarme que continua disparando. O alarme não para. É preciso investigar por que ele está tocando. O especialista em dor faz exatamente isso: identifica a causa e propõe um tratamento direcionado.

Depende da causa. Algumas condições podem ser resolvidas de forma definitiva com o tratamento adequado. Outras são crônicas por natureza e o objetivo passa a ser controlar a dor a um nível que permita ao paciente retomar suas atividades com qualidade de vida.

O mais importante é que dor crônica tem tratamento. Nenhum paciente precisa aceitar viver com dor como se fosse algo inevitável. Na maioria dos casos, é possível reduzir significativamente a intensidade da dor e recuperar funções que estavam comprometidas.

A dor é sempre real. Mesmo quando não aparece uma causa clara nos exames de imagem, isso não significa que o paciente está inventando. O cérebro processa a dor de forma complexa e fatores emocionais como ansiedade, estresse e depressão podem amplificar a percepção dolorosa.

Isso não quer dizer que a dor é psicológica. Quer dizer que o tratamento precisa considerar o paciente inteiro. O especialista em dor avalia tanto os aspectos físicos quanto os emocionais que contribuem para o quadro, e muitas vezes trabalha em conjunto com psicólogos e fisioterapeutas.

Sobre o especialista em dor

O que faz um médico especialista em dor?

O especialista em dor é o médico com formação específica para diagnosticar e tratar a dor como problema central. Enquanto o ortopedista cuida do sistema musculoesquelético e o neurologista cuida do sistema nervoso, o especialista em dor foca no sintoma que mais afeta a qualidade de vida do paciente: a dor em si.

Sua formação inclui conhecimento aprofundado em farmacologia analgésica, técnicas de bloqueio nervoso, procedimentos guiados por imagem e abordagens de medicina regenerativa. No Brasil, o título de Especialista em Dor é conferido pela Associação Médica Brasileira e registrado no CRM com um número de RQE.

O ortopedista trata doenças dos ossos, músculos, tendões e articulações. O neurologista trata doenças do sistema nervoso. Ambos podem encontrar e tratar a causa de uma dor dentro da sua área de atuação.

O especialista em dor entra quando a dor é o problema principal. Ele domina técnicas que atravessam várias especialidades: sabe fazer bloqueios nervosos (território da anestesiologia), entende de articulações (território da ortopedia), conhece o sistema nervoso (território da neurologia) e maneja medicamentos de forma avançada. Em muitos casos, os três profissionais atuam de forma complementar.

Existem alguns sinais claros de que é hora de consultar um especialista em dor:

A dor persiste há mais de 4 semanas, mesmo com medicação. Você já passou por outros médicos e não teve um diagnóstico claro. Os tratamentos anteriores trouxeram alívio apenas temporário ou nenhum. A dor está piorando progressivamente. Você sente dor que irradia para braços ou pernas (formigamento, queimação, choque). A dor está limitando o trabalho, o sono ou atividades do dia a dia.

Se você se identificou com pelo menos dois desses sinais, uma avaliação com o especialista pode fazer diferença.

Sobre infiltrações, bloqueios e procedimentos
O que é uma infiltração articular guiada por ultrassom?

É a aplicação de um medicamento diretamente na articulação, no tendão ou na bursa que está causando dor, usando o ultrassom para visualizar toda a estrutura em tempo real. O médico enxerga na tela exatamente onde a agulha está, o que torna o procedimento mais preciso e seguro.

Os medicamentos mais usados são corticosteroides (para reduzir inflamação), ácido hialurônico (para lubrificar a articulação) e anestésicos locais. A infiltração guiada é uma das abordagens mais comuns no tratamento de artrose, bursite e tendinite.

O procedimento é feito com anestesia local na pele antes da aplicação. A maioria dos pacientes relata apenas um leve desconforto, semelhante a uma pressão no local. Dura poucos minutos e normalmente o paciente vai embora caminhando.

O bloqueio é um procedimento em que o médico aplica uma medicação próxima a um nervo ou a uma articulação da coluna (chamada articulação facetária) para interromper o sinal de dor que está sendo transmitido.

Ele pode ter duas funções. A primeira é diagnóstica: se a dor melhora logo após o bloqueio, isso confirma que aquele nervo ou estrutura é a origem do problema. A segunda é terapêutica: o bloqueio pode trazer alívio que dura semanas ou meses, dependendo do caso. Quando o alívio é bom mas temporário, pode ser indicado um procedimento mais duradouro, como a radiofrequência.

A radiofrequência é um procedimento que usa calor controlado (ou pulsos elétricos, no caso da radiofrequência pulsada) para reduzir a capacidade de um nervo transmitir sinais de dor. É indicada quando os bloqueios confirmam a origem da dor, mas o alívio dura pouco tempo.

O procedimento é feito com anestesia local e guiado por imagem. O tempo de alívio varia de paciente para paciente, mas em muitos casos pode durar de 6 meses a mais de um ano.

A viscossuplementação é a aplicação de ácido hialurônico dentro da articulação. O ácido hialurônico é uma substância que existe naturalmente no líquido sinovial (o “óleo” que lubrifica as articulações). Com o desgaste articular, esse líquido diminui e a articulação perde lubrificação.

Ao aplicar ácido hialurônico, a articulação volta a deslizar com menos atrito, a dor diminui e os movimentos melhoram. É indicada principalmente para joelhos, mas também pode ser feita em quadris e ombros.

A viscossuplementação é a aplicação de ácido hialurônico dentro da articulação. O ácido hialurônico é uma substância que existe naturalmente no líquido sinovial (o “óleo” que lubrifica as articulações). Com o desgaste articular, esse líquido diminui e a articulação perde lubrificação.

Ao aplicar ácido hialurônico, a articulação volta a deslizar com menos atrito, a dor diminui e os movimentos melhoram. É indicada principalmente para joelhos, mas também pode ser feita em quadris e ombros.

Sobre a consulta e o atendimento
Preciso de encaminhamento de outro médico para consultar?

Não. Você pode agendar diretamente pelo WhatsApp (38) 99246-9233, sem necessidade de pedido ou encaminhamento.

Sim. A teleconsulta está disponível para avaliação inicial e acompanhamento. É uma boa opção para pacientes de outras cidades do Norte de Minas que querem fazer uma primeira avaliação antes de se deslocar até Montes Claros.

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